Cuiabá/MT, 12 de Novembro de 2018

SUSTENTABILIDADE sexta-feira, 28 de Setembro de 2018, 07h:00 | - A | + A

Sustentabilidade

CONHECER PARA PRESERVAR - APLICAÇÃO DE UM MÉTODO DE PESQUISA

Por: ESCOLA ESTADUAL ERNANDY MAURICIO BARACAT DE ARRUDA

ESCOLA ESTADUAL ERNANDY MAURICIO BARACAT DE ARRUDA

 

MEIO AMBIENTE: CONHECER PARA PRESERVAR - APLICAÇÃO DE UM MÉTODO DE PESQUISA- AÇÃO COMO TEMA GERADOR DE NOVOS PROJETOS NA MICROBACIA URBANA EM QUE A ESCOLA ESTÁ INSERIDA.

Várzea Grande - 2018

 

 

1- Introdução

Vivenciamos um cenário atual de crise ambiental que se manifesta tanto local quanto globalmente (GUIMARÃES, 2004). Essa crise ambiental que se acentua ocorre principalmente pelas atitudes comportamentais do homem que, desde que ele se tornou parte dominante dos sistemas, têm uma tendência em sentido contrário à manutenção do equilíbrio ambiental. (MORAES et al, 2002). A problemática ambiental exige mudança de atitude e, para que esta mudança aconteça, é necessário discussão e construção de formas de pensar e agir na relação entre humanos e a natureza, tornando fundamental uma reflexão do processo de aprendizagem, daquilo que se sabe ser importante, mas que não se consegue compreender suficientemente só com a lógica intelectual abordada nas escolas, principalmente através do ensino tradicionalista fornecido pela educação convencional (BRASIL,1997). Neste sentido, surge a Educação Ambiental (EA) como forma de reflexão e de busca por soluções à crise ambiental. Segundo o Art. 1° da Lei nº 9.795 de abril de 1999: a EA é um dos processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade (BRASIL,1997). A escola tem um grande papel nesse processo de mudança de comportamento e atitudes diante do meio ambiente, de forma a possibilitar a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos.Sendo assim, foi criada a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) que prevê a EA como uma diretriz para o currículo da educação fundamental. Em conformidade com isso, o Ministério da Educação em sua Base Nacional Comum Curricular fala da importância de incorporar ao currículoe às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora. Esta proposta também foi descrita nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), como um tema transversal no currículo escolar (GUIMARÃES, 2004). Os temas transversais têm natureza diferente das áreas convencionais, tratam de processos que estão sendo intensamente vividos pela sociedade, pelas comunidades, pelas famílias, pelos alunos e educadores em seu cotidiano. São debatidos em diferentes espaços sociais, em busca de soluções e alternativas, de problemas sociais urgentes que interrogam sobre a vida humana, sobre a realidade que está sendo construída e que  demandam transformações macrossociais e também de atitudes pessoais, exigindo por tanto ensino e aprendizagem de conteúdos relativos a essas dimensões (BRASIL, 1997). Para isso é necessário que, mais do que informações e conceitos, a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores, com o ensino e aprendizagem de procedimentos. E esse é um grande desafio para a educação, proporcionar EA crítica e emancipatória, que exige que os conhecimentos sejam apropriados, construídos,                        de                   forma           dinâmica,    coletiva,    cooperativa,    contínua, interdisciplinar, democrática e participativa, voltados para a construção de sociedades sustentáveis (TOZONI-REIS, 2007). Os PCNs enfatizam a importância de utilizar metodologias que proporcionem um conhecimento integrado e real e que provoque mudança no comportamento dos envolvidos, colaborando para a construção de um meio ambiente mais sustentável. Mediante as discussões sobre os métodos e procedimentos para a EA, foi concebido o presente projeto, denominado ‘Meio ambiente: conhecer para preservar’.Este projeto adota o método de investigação ambiental denominado VERAH (V-Vegetação; E-Erosão; R-Resíduos; A-Água; H-Habitação), trazendo uma contribuição metodológica à execução de uma prática que contemple as questões ligadas à EA, com atividades que envolvam a integração da pesquisa ação no ambiente escolar sugerida por (OLIVEIRA, 2008). Este método propõe a realização de um diagnóstico ambiental simplificado, com base na pesquisa-ação, que serve como instrumento de EA envolvendo alunos e professores nas escolas, de maneiras interdisciplinar. Neste sentido, o objetivo deste projeto é propiciar aos alunos da Escola Estadual Ernandy M. Baracat, no município de Várzea Grande (MT), um conhecimento integrado dos aspectos sociais e ambientais da microbacia urbana em que estão inseridos, possibilitando uma reflexão sobre as causas e consequências dos problemas observados e apontando alternativas para a solução dos problemas detectados, através do método VERAH e do desenvolvimento de atividades embasadas nos princípios da pesquisa-ação.

2 – Objetivo Geral

Propiciar aos alunos e comunidade escolar o conhecimento integrado dos aspectos sociais e ambientais da microbacia urbana que estão inseridos, possibilitando uma reflexão sobre as causas e consequências dos problemas ambientais observados e apontando alternativas para a solução dos problemas detectados. 

2.1 – Objetivos Específicos

Possibilitar a comunidade escolar o conhecimento em que o estudo da bacia hidrográfica em que a escola está inserida pode servir como temas geradores de novos projetos na escola;   Reconstruir a história da ocupação da microbacia de forma a relacionar o crescimento urbano desordenado com o estado de degradação atual; Identificar e integrar os cinco temas do método VERAH,vegetação, processos erosivos, disposição de resíduos, habitações irregulares e qualidade da água na microbacia; Descrever o estado atual da microbacia de forma a identificar os problemas ambientais decorrentes da ocupação humana, bem como propor medidas adequadas para solucionar os problemas identificados; Desenvolver atividades com os estudantes que contribua com a melhoria da qualidade ambiental em que estão inseridos; Divulgar para a comunidade escolar e moradores locais o diagnóstico socioambiental realizado pelos estudantes, bem como as possíveis alternativas de melhorias da qualidade ambiental da região.    

3 - Material e métodos

  Este projeto será desenvolvido pelo método de investigação ambiental denominado VERAH (V-Vegetação; E-Erosão; R-Resíduos; A-Água; H-Habitação), como ferramenta de aprendizagem para os alunos da escola Ernandy Mauricio Baracat de Arruda na microbacia do Córrego do Jacaré, localizada no município de Várzea Grande MT.  

Fluxograma do método e cronograma a da pesquisa

Fluxograma do método e cronograma a da pesquisa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4- Resultados

    Vivências com os professores O projeto foi apresentado e discutido pelos professores dia 09 de fevereiro durante a semana pedagógica. Houve o reconhecimento da bacia hidrográfica pelos professores, onde 28 professores divididos em 2 momentos fizeram o reconhecimento do Córrego Jacaré e debateram a problemática local (figura 1), foi discutido amplamente durante a sala do educador (reuniões pedagógicas que ocorre semanalmente na escola), muitas ideias surgiram ao projeto. Ficou decidido que será realizado pelos professores um plano de intervenção pedagógica considerando a problemática ambiental local. Ficou decidido ainda que a problemática ambiental de nível regional e global e o método VERAH (Vegetação, Erosão, Resíduos, Água, Habitação) serão discutidos amplamente a partir do 5° ano de forma interdisciplinar.  

                                                                                 Reconhecimento da bacia hidrográfica pelos professores.

Reconhecimento da bacia hidrográfica pelos professores

Reconhecimento da bacia hidrográfica pelos professores

Assim que iniciou o ano letivo foi aplicado questionário de avaliação do conhecimento prévio dos estudantes a partir do 8° ano do ensino fundamental, com perguntas relacionada ao meio ambiente e a problemática ambiental tanto local quanto global.

Os resultados foram bem semelhantes ao aplicado ao primeiro grupo que realizou o diagnostico em 2016, entretanto este segundo momento do projeto permitiu que o conhecimento da realidade local chegasse a todos os estudantes e comunidade escolar. Ao serem analisados os conhecimentos prévio dos discentes acerca do meio ambiente, pode-se observar que eles trazem consigo conhecimento sobre os problemas ambientais do cotidiano, conseguem identificar e citar os principais problemas ambientais de nível global e regional. Entretanto de forma muito reduzida. Embora pudessem citar mais de um item, citaram em média apenas dois problemas ambientais, tanto de nível global quanto local, mas não foram capazes de aprofundar um pouco mais e relacionar os efeitos desses problemas ao meio ambiente e sociedade em geral a grande maioria não foi capaz de responder perguntas como: o que é bacia hidrográfica, erosão do solo, área de preservação ambiental. Nenhum aluno respondeu em que bacia hidrográfica está inserido ou se há erosão do solo na região onde mora apenas um conseguiu relacionar a importância da vegetação para conservação dos recursos hídricos. Houve aulas teóricas com todas as turmas com atividades práticas e seminários com temas relacionados à problemática ambiental envolvendo os cinco tópicos do VERAH (Vegetação, Erosão, Resíduos, Água e Habitação). No tópico vegetação a professora de ciências e biologia trabalhou com as turmas importância da vegetação, Área de Preservação Ambiental e Permanente, a de geografia a localização e definição da bacia hidrográfica, biomas com foco no bioma cerrado e pantanal. Em erosão foi trabalhado os efeitos e prevenção da erosão. Resíduos foi trabalhado a problemática que o lixo causa tais como enchentes e alagamento, mortandade de espécies de animais. No tópico água foi trabalhada, importância da água, ciclo da água, poluição da água, impacto desta poluição, crise hídrica. Em habitação foi trabalhado casas em áreas de risco, relação dos humanos na degradação do meio ambiente.

Preparação teórica com atividades prática Erosão do solo

Preparação teórica com atividades prática Erosão do solo


 

Todos os estudantes a partir do 5° ano do matutino e vespertino vivenciaram pelo menos uma aula de campo no trecho do córrego que vai da avenida 31 de março no bairro Parque do Lago ao bairro 8 de março e início da Cohab Cristo Rei, esta localização fica bem perto da escola facilitando o deslocamento. Durante estas vivencias muito pode ser observado, dois moradores antigos da região participaram destas aulas, o senhor Nelson Ferreira morador a 43 anos no mesmo local, contou a história da região aos estudantes, no local ao lado da Residência deste senhor ele conta que há décadas atrás era muito frequentado principalmente por crianças que costumavam brincar e tomar banho no local, também era usada para pesca e donas de casa costumavam lavar roupa no local. A cada aula de campo os alunos demostravam muita indignação observadas pelas atitudes no momento das aulas ou por relato escrito. Durante estas aulas pode observar o elevado número de bueiros entupidos, o que mais chamou a atenção é que muitos dos próprios estudantes conheciam os pontos de alagamento e sabiam os locais onde os bueiros estavam entupidos e quais casas eram alagadas. Inclusive a casa de alguns destes estudantes.

Trecho do córrego na avenida 31 de março, local que já foi área de laser, contado pelo morador Nelson Ferreira.

Trecho do córrego na avenida 31 de março, local que já foi área de laser, contado pelo morador Nelson Ferreira.

Aula de campo 5° ano do ensino fundamental

Aula de campo 5° ano do ensino fundamental

Aula de campo 6° ano ensino fundamental

Aula de campo 6° ano ensino fundamental

6ª Aula de campo 9° ano ensino fundamental

6ª Aula de campo 9° ano ensino fundamental

Durante o andamento do projeto surgiu a Conferência Nacional Infanto juvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) uma iniciativa do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), constituído pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). É uma estratégia de mobilização de estudantes,  adolescentes e jovens de todo o país visando promover a reflexão, o desenvolvimento de estudos e pesquisas, além de estimular a proposição de ações e projetos no contexto da temática socioambiental, considerando seus desafios e alternativas, no âmbito da escola e de seu entorno, em conformidade com as orientações expressas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental (DCNEA), aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação pela Resolução CNE/CP nº 02/2012. A Conferência é um processo pedagógico, dinâmico, de diálogos e encontros, voltado para a valorização da cidadania ambiental nas escolas e comunidades a partir da educação ambiental crítica, participativa, democrática e transformadora. Para realizar a conferência foi feito uma comissão de sete alunos entre 11 e 14 anos que protagonizaram a conferência, estes alunos estudaram o diagnóstico da turma anterior e ainda fizeram uma visita em torno da microbacia constando a problemática ambiental da região (figura 7).

Visita da comissão de estudantes ao Córrego Jacaré

Visita da comissão de estudantes ao Córrego Jacaré

A conferência ocorreu no dia 11 de abril de 2018, com a participação de todos os estudantes. No período matutino e vespertino a conferência ocorreu no laboratório de informática onde comissão de estudantes apresentou o diagnóstico do Córrego Jacaré a todos os demais estudantes, a conferência ocorreu durante todo o período de aula, promovendo um  debate entre a comissão e demais estudantes sobre as problemáticas ambientais do Córrego Jacaré, no período noturno além da participação dos estudantes do noturno e houve a presença dos pais, neste momento foi escolhido os estudantes que representariam a escola nas etapas seguintes. Surgiu muitas ideias de ações a serem desenvolvidas que contribui para a melhoria da qualidade ambiental tanto da escola quanto da microbacia. A participação da escola na conferência estadual também foi muito importante pois foi possível trazer mais ideias de ações para o trabalho que está sendo desenvolvido.

Conferência Infanto Juvenil pelo meio ambiente na escola Ernandy Mauricio Baracat (estudante matutino)

Conferência Infanto Juvenil pelo meio ambiente na escola Ernandy Mauricio Baracat (estudante matutino)

Conferência Infanto Juvenil pelo meio ambiente na escola Ernandy Mauricio Baracat (estudante noturno e pais)

Conferência Infanto Juvenil pelo meio ambiente na escola Ernandy Mauricio Baracat (estudante noturno e pais)

Após a conferência e a preparação teórica dos estudantes, foram formados cinco grupos que um grupo, um para cada tópico do VERAH que realizaram a pesquisa aos pontos mais distantes do córrego, regiões de nascentes e demais locais estratégicos. A escolha dos grupos que irão fazer está pesquisa ocorreu pelos professores considerando os alunos que mais demonstraram interesse durante a preparação teórica já que vão ter a missão de divulgar os resultados para todos, cada grupo observou um tópico do método VERAH. Para esta aula de campo contamos com a parceria da Policia Ambiental que nos ajudou com ônibus e contribuição em conhecimento ambiental.   Grupo Vegetação O grupo de vegetação observou se havia mata ciliar ao entorno do córrego, se a vegetação era de área preservada ou degradada, se está cumpre a legislação vigente. Foram observados que houve um aumento da vegetação típicas de área em regeneração entorno da região de nascente (lagoa do Jacaré), segundo o morador da região está vegetação ocorreu de forma natural, possivelmente são oriundas de sementes trazidas por pássaros. Observa-se também que um bom trecho do córrego que está dentro da área verde do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, apresenta-se com vegetação variadas, alguns pontos com características de várzea e em outros pontos mais seco com arvores maiores típicas e áreas  degradada e em regeneração, observa-se ainda que apesar de ter esta cobertura vegetal o local sofre com queimadas periodicamente. Em todos os demais trechos do córrego a ausência total ou quase total de vegetação, deixando claro que a Área de Preservação Permanente APP não cumpre a legislação vigente.   Erosão Observa-se que o ponto mais crítico em relação a erosão está nos trechos que passa próximo da escola bairro Parque do Lago próximo à avenida 31 de março e momento em que o córrego sai de dentro da área verde do aeroporto, bairro Parque São João, nestes dois trechos as erosões por ravinas e principalmente voçorocas.   Resíduos Um dos maiores problemas da região são os resíduos e estes estão em todas os trechos entorno e dentro do Córrego, até mesmo as áreas que não estão urbanizadas e estão cercada que é a área verde do aeroporto, pode se observar no momento em que o córrego sai desta área, os bueiros entupidos, os lixos que são jogados a montante as partes mais altas são levados para esta área e para os trechos a jusante. Água O grupo responsável em pesquisar sobre a água foram todos do terceiro ano do ensino médio, foram realizadas as coletas de amostras em quatro pontos estratégicos considerando sempre os locais onde o córrego entra ou sai de dentro da área verde do aeroporto, medidos nível de oxigênio no local e observados as características, onde há uma grande quantidade de esgoto direcionado ao Córrego, desde a nascente do bairro Lagoa do Jacaré que recebe o esgoto da região do Cristo Rei e demais trechos do córrego que também recebe esgoto de outros bairros ( Cohab Cristo Rei, Parque do Lago, 8 de março, Parque São João dentre outros), a contaminação por esgoto além de ser observado em loco, também pode ser comprovada pelos resultados das análises microbiológicas para coliformes fecais que em todos os trechos o apresentou muito elevado mostrando que a água está contaminada por fezes. 

indicações dos pontos de coletas e observação da qualidade da água

Indicações dos pontos de coletas e observação da qualidade da água

Momento da coletas das amostras da água do córrego no bairro Parque do Lago

Momento da coletas das amostras da água do córrego no bairro Parque do Lago

Momento das análises da qualidade da água pelos alunos do terceiro ano, laboratório da UFMT

Momento das análises da qualidade da água pelos alunos do terceiro ano, laboratório da UFMT

Momento das análises da qualidade da água pelos alunos do terceiro ano, laboratório da UFMT

Momento das análises da qualidade da água pelos alunos do terceiro ano, laboratório da UFMT

Observa-se que nas figura 14 e 15 que em todos os pontos analisados o índice de oxigênio foi muito baixo e alto índice de coliformes fecais indicando a forte contaminação por esgoto doméstico, o ponto 2 e 4 pontos relacionado ao momento em que o córrego recebe uma grande carga de esgoto doméstico e volta para dentro da área verde do aeroporto. O ponto 4 ainda mais grave, considerando que está relacionada a região de nascente do córrego Jacaré. O ponto 2 está localizado no bairro Parque do Lago e o córrego acabou de receber esgoto de diversos bairros como cohab Cristo Rei, 8 de março, Parque do Lago. O ponto 1 e 3 são momentos em que o córrego sai de dentro da área verde do aeroporto, observa-se que ambos receberam influência da área verde do aeroporto onde ainda as nascentes estão mais preservadas. Figura 14 - Nível de oxigênio dissolvido na água no Córrego Jacaré

Nível de oxigênio dissolvido na água no Córrego Jacaré

Nível de oxigênio dissolvido na água no Córrego Jacaré

Resultados das análises microbiológicas do Córrego Jacaré para coliformes fecais

Resultados das análises microbiológicas do Córrego Jacaré para coliformes fecais

Houve ainda uma visita aos municípios pertencente ao Rio Cuiabá localizados nos trechos mais baixo, considerando que o Córrego Jacaré pertence à bacia do Rio Cuiabá e este passa pelo Pantanal levando consigo toda a poluição urbana através do escoamento da água da chuva ao Córrego Jacaré e tantos outros córrego urbanos poluindo esse patrimônio que deveria ser amplamente preservado, a visita ao Pantanal ocorreu dia 11 de julho de 2018, o primeiro ponto a ser observado foi o trecho do rio onde ocorria o festival de praia no município de Santo Antônio, neste local foi observado que embora não apresentasse visivelmente poluído, pesquisas realizadas mostra que o local não é apropriado para banho devido a contaminação por esgoto oriunda principalmente dos município de Cuiabá e Várzea Grande.

Visita a Santo Antonio

Visita a Santo Antonio

Houve ainda uma visita ao município de Barão de Melgaço onde foram entrevistados os Ribeirinhos segundo esses moradores houve um surto de diarreia no local devido a contaminação da água, também houve uma visita a estação de tratamento de água do município, permitindo que os estudantes conhecessem a influência da poluição oriunda de Cuiabá e Várzea Grande neste tratamento, segundo o responsável por este tratamento, eles tem um gasto maior para tratar a água do Rio Cuiabá em períodos de seca devido a concentração de esgoto na água.

Visita a ETA Estação de tratamento de Água no município de Barão de Melgaço

Visita a ETA Estação de tratamento de Água no município de Barão de Melgaço

Entrevista aos ribeirinhos em Barão de Melgaço

Entrevista aos ribeirinhos em Barão de Melgaço

Com a aplicação do método, os estudantes demonstraram inquietação demonstrando vontade de fazer algo para reverter esta situação. Esta vontade de mudança observadas nesses alunos também ocorreram com a aplicação do VERAH em outras regiões, como relata Lourenço (apud OLIVEIRA, 2016) referente à aplicação na microbacia do Taquara do Reino, onde os estudantes também demonstraram essa mudança de comportamento e vontade de transformar o ambiente degradado. Este autor revela que antes da aplicação, os estudantes compreendiam a EA como um meio apenas para aumentar o conhecimento e, após a aplicação o autor constatou, através dos relatos dos alunos, que eles haviam alcançado uma visão mais crítica da realidade.   Ações na escola O envolvimento de toda a comunidade escolar proporcionou o surgimento de diversas ações na qual contou com a participação do poder público. Na escola o projeto foi utilizado para intervenção pedagógica, possibilitando o uso do conhecimento da bacia hidrográfica local ao conhecimento teórica relacionado ao conteúdo já programado pelos professores. Após todos o conhecimento teórico e prático surgiu diversas ações na escola em forma de projetos, na qual consideramos projetos gerado a partir do conhecimento do meio ambiente local. Construção de uma compostagem, uma horta orgânica, reflorestamento da escola e ainda esta em fase de aplicação um parquinho ecológico na escola.

Reflorestamento da escola

Reflorestamento da escola

Reflorestamento da escola

Reflorestamento da escola

Ações no Córrego Jacaré Houve um mutirão de limpeza entorno da lagoa do jacaré região de nascente do córrego jacaré, foi trabalhado com os estudantes placas educativas que foi inserida entorno da lagoa no dia do mutirão.

Ações no Córrego Jacaré

Ações no Córrego Jacaré

Ações no Córrego Jacaré

Ações no Córrego Jacaré

Foi formada ainda três comissões de estudantes que visitaram todas as escolas da regiao e apresentaram as problematicas relacionada ao Corrego Jacaré, convidando essas escolas a participarem do mutirão de limpeza.

Figura 23

Figura 24

Figura 25

No dia 27 de agosto de 2017 foi realizada uma caminhada em defesa do Córrego e lagoa do Jacaré, houve a mobilização da comunidade, a saida foi da escola.

Visita a escola municipal Ana Rosa

Visita a escola municipal Ana Rosa

Visita a Escola Estadual Dunga Rodrigues

Visita a Escola Estadual Dunga Rodrigues

Visita a Escola Estadual Salim Nnadaf

Visita a Escola Estadual Salim Nnadaf

No dia 27 de agosto de 2017 foi realizada uma caminhada em defesa do Córrego e lagoa do Jacaré, houve a mobilização da comunidade, a saida foi da escola Caminhada em defesa do Córrego Jacaré

No dia 27 de agosto de 2017 foi realizada uma caminhada em defesa do Córrego e lagoa do Jacaré, houve a mobilização da comunidade, a saida foi da escola Caminhada em defesa do Córrego Jacaré

Caminhada em defesa do Córrego Jacaré

Caminhada em defesa do Córrego Jacaré

Mutirão de Limpeza da Lagoa do Jacaré

Mutirão de Limpeza da Lagoa do Jacaré

Mutirão de Limpeza da Lagoa do Jacaré

Mutirão de Limpeza da Lagoa do Jacaré

Palestra	SEMA	–	Secretaria	Estadual	de	Meio	Ambiente	na	escola

Palestra SEMA – Secretaria Estadual de Meio Ambiente na escola

Esta ainda em desenvolvimento um projeto de revitalização da lagoa e Córrego Jacaré, esta sendo realizado pelos estudantes de Arquitetura e Urbanismo da UNIVAG.   Reflorestamento da Lagoa do Jacaré Esta previsto para o dia 05 de novembro   Dia D, neste dia 30 de novembro será realizada uma discussão com a comunidade local sobre o projeto, revitalização da lagoa e a importância do envolvimento de todos no processo.

Referências Bibliográficas

  BRASIL  AGÊNCIA  NACIONAL  TRANSPORTE  AQUAVIÁRIO,  ANTAQ, Plano Nacional   de   Integração   Hidroviária,   Porto   de   Salvador,   2013.   Disponível   em <http://www.antaq.gov.br/portal/PNIH/BaciaParaguai.pdf> acesso 14/agosto/2015 Secretaria de Educação, Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação de temas transversais meio ambiente, p. 167-242, Brasília: MEC/SEF, 1997. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação Resolução CNE/CP 2/2012. – Seção 1 – p. 70. Diário Oficial da União, Brasília, 18 de junho de 2012. BRASIL, Ministério da Educação, Base Nacional Comum Curriculares, Educação é a base, 2017; GOOGLE EARTH- MAPAS. <Http://mapas.google.com > consulta realizada em 20 de maio de 2015.   GUIMARÃES, Mauro. Educação Ambiental Crítica, Identidade da Educação Ambiental Brasileira, p. 25-34, Ministério do Meio Ambiente, Brasília, 2004. IBGE – Cidades. Disponível em <http://cidades.ibge.gov.br/ acesso em 21 de junho de 2015. INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. disponível em<http://ideb.inep.gov.br/> acesso em 14 de agosto de 2015. MORAES, Danielle Serra de Lima; JORDAO, Berenice Quinzani. Degradação de Recursos Hídricos e seus Efeitos a Saúde Humana, Revista Saúde Pública; 36 (3): p.370-4                2002.     disponível em<http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/biologia/0004.html acesso em 10- 08-2015> OLIVEIRA, Antonio Manuel dos Santos; ANDRADE, Marcio Roberto Magalhães; SATO, Sandra Emi; QUEIROZ, William. Diagnóstico Ambiental de Microbacia Urbana: Método VERAH. Guarulhos: Laboratório de Geoprocessamento, Universidade Guarulhos, 2008. OLIVEIRA, Antonio Manuel dos Santos. Educação Ambiental Transformadora: Método VERAH, 112 p. editora Cone, 2016.   SILVA, Odário Sebastião. Ocupação de Áreas de Preservação Permanente da Bacia do córrego Água Limpa Várzea Grande – Mato Grosso, 2010. TOZONI-REIS, Marília Freitas de Campos (Org). A pesquisa-ação-participativa em Educação Ambiental: reflexões teóricas. São Paulo: Annablume, 2007. p. 57-81. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101- 73302013000100009, acesso 20 de novembro, 2016 .

 

 
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